A Enel São Paulo registrou desempenho negativo no ranking nacional de qualidade do fornecimento de energia em 2025, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A concessionária ocupou a 30ª posição entre 33 distribuidoras de grande porte, consolidando-se entre as piores avaliadas do país.
O resultado representa uma queda expressiva em relação ao ano anterior, com a empresa perdendo nove posições no levantamento. O recuo acende um alerta sobre a qualidade do serviço prestado na região atendida pela distribuidora, que inclui a capital paulista e municípios da região metropolitana.
O ranking leva em consideração o Desempenho Global de Continuidade (DGC), indicador utilizado para medir a eficiência do fornecimento de energia elétrica. O índice avalia principalmente dois fatores: a duração das interrupções e a frequência com que elas ocorrem. Quanto menor o valor do DGC, melhor é a avaliação da concessionária.
No caso da Enel São Paulo, o indicador apresentou piora. O DGC passou de 0,8 em 2024 para 0,9 em 2025, evidenciando um aumento nas falhas no fornecimento. Na prática, isso significa que os consumidores enfrentaram mais quedas de energia ou permaneceram por períodos mais longos sem o serviço ao longo do ano.
A manutenção da empresa entre as últimas colocadas do ranking reforça a percepção de instabilidade no sistema elétrico da região. Problemas recorrentes de interrupção impactam diretamente o cotidiano da população, além de prejudicar atividades comerciais e industriais que dependem de fornecimento contínuo.
O desempenho também amplia a pressão sobre a concessionária para melhorar sua infraestrutura e reduzir os índices de interrupção. Em um cenário de crescente demanda por energia e maior dependência de serviços digitais, a qualidade do fornecimento se torna ainda mais estratégica.
A divulgação do ranking pela agência reguladora reforça a importância do monitoramento constante do setor elétrico e da cobrança por melhorias na prestação de serviços essenciais. Enquanto isso, consumidores seguem atentos aos impactos das falhas e à expectativa por soluções que garantam maior estabilidade no abastecimento de energia.