Lançamento com sessão de autógrafos nesta quinta-feira (25/05), às 20h, na Livraria Bar Barouche, Vila Madalena — São Paulo
Há pessoas que sentem como um furacão. Yolanda Amorim é uma delas — e fez disso literatura.
Publicitária e estudante de psicanálise, Yolanda chega ao seu livro de estreia carregando duas formas de ler o ser humano: a da comunicação, que sabe como a linguagem move e afeta, e a da escuta analítica, que entende o que se esconde por trás das palavras.
Em Furacanesca, publicado pela Editora Toma Aí Um Poema, essas duas formações se encontram numa obra que transita entre poesia, crônica e autoficção.
A proposta é precisa:
“Furacanesca nasceu de uma necessidade muito íntima — nomear um jeito de sentir que não tinha nome. Eu precisava dar forma à experiência de pessoas que sentem como um furacão, com intensidade, com excesso, com tudo ao mesmo tempo”, explica a autora.
Dar nome já é uma forma de cura
O título carrega a proposta central do livro: ser furacanesca não é um problema a resolver, é uma forma de existir. Uma identidade que Yolanda assume com vulnerabilidade real — e sem eufemismos.
“Furacanesca foi escrita sem esconder o transtorno bipolar, sem esconder as dores do amor, sem esconder os momentos de queda. Porque acredito que é exatamente na exposição honesta do que sentimos que encontramos uns aos outros”, diz ela.
A psicanálise entra não como teoria, mas como ferramenta viva: Yolanda usa a escuta analítica para traduzir em linguagem literária o que muitas pessoas sentem mas não conseguem dizer.
Junto a isso, suas referências literárias estiveram presentes em todo o processo — Clarice Lispector, com a escrita visceral e introspectiva, e Carlos Drummond de Andrade, com a poesia que toca o humano de forma direta. A MPB também atravessa os textos, quase como uma linguagem paralela.

“Mas acima de tudo, a maior inspiração foi a coragem de olhar para mim mesma com honestidade e transformar isso em arte”, afirma.
Três movimentos, uma jornada
A obra acompanha o arco emocional de quem se reconhece nessa intensidade.
“Em ‘Impulsos Humanos’ convido quem lê a entrar em contato com sentimentos intensos, com o que é ser bipolar e sentir o mundo de forma amplificada. Em ‘Amores Inventados’ há um ar mais romântico, histórias minhas e de outras pessoas que se misturaram nos poemas. E em ‘Catarse’ chega o florescer — aquele momento em que a dor se transforma em cura, em arte, em aceitação”, descreve Yolanda.
A mensagem que atravessa tudo é a de que se aceitar — do jeito que se é, com tudo que se sente — é um ato de coragem.
“Quero que quem leia sinta que não está sozinho em sentir tanto. Quero que o leitor chegue ao fim sentindo que pode se admirar como é.”

Onde encontrar
O livro está à venda na loja oficial da Editora Toma Aí Um Poema e em breve nos principais marketplaces do país, em formato físico e digital.
Adquira em: loja.tomaaiumpoema.com.br
Lançamento com sessão de autógrafos: Livraria Bar Barouche — Vila Madalena, São Paulo
25 de maio de 2025, às 20h