O DESPERTAR DE UM ESCRITOR E SUA DIFÍCIL JORNADA LITERÁRIA INDEPENDENTE

Fábio Alves
Natural do estado do Piauí, Fábio Alves cresceu na cidade de Palmeirais, às margens do
rio Parnaíba. Há 13 anos, mudou-se para São Paulo, onde construiu sua trajetória
acadêmica e literária. Formado em Jornalismo e atualmente graduando em Letras –
Português, o autor já soma 16 livros publicados, transitando por diversos gêneros
literários.
Fábio é membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira (AILB), do Núcleo
Acadêmico Italiano de Scienze, Lettere e Arti (NAISLA) e da Academia Brasileira de
História e Literatura (ABHL), onde ocupa a cadeira nº 27, tendo como patrono
Humberto de Campos. Também integra a União Brasileira de Escritores (UBE). No
serviço público municipal, atua como Auxiliar Técnico de Educação (ATE), além de
desenvolver projetos literários em escolas públicas do Ensino Fundamental,
organizando antologias em parceria com professores e estudantes.
Sua relação com a leitura, no entanto, começou de forma tardia. Durante o ensino
básico, passou por um sistema tradicional que pouco incentivava o hábito de ler. Na
infância, nunca havia lido um livro sequer. Já na fase adulta, ao ingressar na faculdade
de Jornalismo, enfrentou dificuldades diante do volume de leituras obrigatórias, entre

elas obras como A Sangue Frio, de Truman Capote; Por Quem os Sinos Dobram, de
Ernest Hemingway; Pós-Verdade, de Matthew D’Ancona; e Todo Dia a Mesma Noite,
de Daniela Arbex.
Foi nesse contexto que um encontro mudou sua trajetória. Em seu local de trabalho,
conheceu um professor de História que, ao descobrir que Fábio nunca havia lido um
livro, decidiu ajudá-lo. No dia seguinte, trouxe três obras: O Nome da Rosa, de Umberto
Eco, e os volumes I e II de Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac. A partir daí,
passaram a discutir diariamente as leituras, construindo uma amizade que se tornaria
decisiva.
Esse momento foi um divisor de águas. Fábio desenvolveu o gosto pela leitura e, pouco
tempo depois, passou a escrever suas próprias histórias. Suas narrativas são, em sua
maioria, ambientadas no Nordeste, baseadas em experiências pessoais e relatos de
pessoas próximas. Entre suas influências, destaca-se o escritor Graciliano Ramos.
Entre seus trabalhos mais recentes, ganha destaque a obra dramatúrgica Teatro
Moderno: O Auto do Morro do Bode, publicada pela Editora Filos em edição de capa
dura e com lançamento previsto para a Bienal de São Paulo de 2026. A obra funde
tradições medievais e populares, unindo a estrutura dos autos ibéricos à cultura
nordestina. Desenvolvida em atos, a peça transita entre o cotidiano e o fantástico,
abordando temas como sexualidade, hipocrisia religiosa, moralidade e punição divina,
com uso de humor e crítica social. Um dos principais desafios do autor foi integrar
narrativas mitológicas cristãs e gregas ao contexto regional nordestino.
A mensagem que o escritor busca transmitir é direta: a vida é passageira e deve ser
vivida com leveza. Para ele, nem tudo deve ser levado ao pé da letra, pois a fantasia
também tem seu valor. “A vida é um verdadeiro palco”, resume.


Entre suas principais obras estão os romances Silvestre o Aventureiro do Cerrado (vol. I
e II), O Morro do Bode, As Almas da Taboca Redonda, Casa de Goteira, Mimbó: uma
odisseia para a liberdade e Memórias de um menino chamado Ramalho. Também
escreveu para o público infantil e infantojuvenil, com títulos como A Fada do Pix e Pé
de Menina. Em contos, poesias e crônicas, destacam-se Calixto e Ângela e Outros

Contos, Pandemia e Outros Contos, Auta Rosa, Janelas do Mar, Crônicas Filosóficas
Esparsas e Ordinárias e Felicidade Replicada.
Mesmo diante das dificuldades da carreira independente, Fábio segue persistente. Entre
seus próximos projetos está o livro infantil O Menino Chamado Zeca, que abordará o
Transtorno do Espectro Autista (TEA). O autor também almeja conquistar prêmios de
grande prestígio, como o Oceanos e o Jabuti.
Aos novos escritores, deixa um conselho: não é um caminho fácil. É preciso ter
paciência, realismo e, acima de tudo, escrever por amor. Ele recomenda a participação
em projetos literários, feiras, saraus e concursos, além de investir na divulgação. “Quem
não é visto, não é lembrado”, afirma.
Seus livros podem ser encontrados em plataformas como Amazon, Estante Virtual,
Filos Editora, Editora Flyve e Clube de Autores.
Ao longo de sua trajetória, já recebeu importantes reconhecimentos, como Menção
Honrosa no Prêmio Cultivista de Sorocaba – Vozes que Ecoam, Menção Honrosa no
Prêmio Apontador, foi finalista do Concurso Letras do Brasil na categoria Crônicas,
vencedor do Prêmio Ecos de Literatura 2025 e finalista do Prêmio Ecos da Literatura
2026.
O autor também está presente nas redes sociais, onde compartilha seu trabalho e
projetos: Instagram (@alvesfabiopiaui), Facebook (Fábio Leite Alves) e TikTok
(@escritorfabio).


Observação: o escritor está disponível para palestras.

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