A Tecnologia e o Fantasma das Lesões 4

Brasil já perdeu dois jogadores, Estêvão e Militão. Contusões às vésperas da Copa de 2026 acendem alerta no futebol e fotobiomodulação ganha espaço na recuperação dos atletas

A poucos dias da Copa do Mundo FIFA de 2026, competição que será disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá —, uma onda de lesões em jogadores de grandes seleções tem preocupado departamentos médicos, clubes e comissões técnicas.

Estiramentos musculares, rupturas ligamentares, lesões no tendão de Aquiles e problemas no joelho passaram a dominar o noticiário esportivo internacional e já deixaram importantes nomes fora do torneio. No entanto, o grande “fantasma” está nas lesões grau 4, que podem demandar um tempo maior de recuperação e tirar o jogador do maior torneio do mundo.

As lesões mais frequentes envolvem músculos posteriores da coxa, ligamentos do joelho e tendões, justamente estruturas altamente exigidas em atletas submetidos a calendários intensos, excesso de jogos e pouco tempo de recuperação.

Entre os casos mais comentados estão os de Rodrygo, Éder Militão, Estêvão, Serge Gnabry, Cristian Romero, Xavi Simons e Hugo Ekitiké.

O atleta do Corinthians e da seleção holandesa, Memphis Depay, corre contra o tempo e já utiliza a ledterapia como tratamento adjuvante da lesão. O jogador está afastado dos gramados há dois meses.

Nesse contexto, a tecnologia pode ser uma importante aliada na recuperação física e na redução de processos inflamatórios. Entre as alternativas que ganham espaço está a fotobiomodulação, técnica que utiliza luz de baixa intensidade, como laser e LED terapêutico, para estimular respostas biológicas no organismo.

“Hoje, a fotobiomodulação é uma importante aliada na recuperação muscular e articular de atletas profissionais. Ela atua reduzindo inflamação, estimulando a regeneração celular, melhorando a circulação local e acelerando os processos de recuperação tecidual”, explica o médico da Clínica Cosmedical.

Segundo o especialista, a técnica pode auxiliar tanto na prevenção quanto no período pós-lesão, especialmente em casos musculares, que lideram as ocorrências no futebol profissional.

“Em atletas submetidos a alta exigência física, como os jogadores de Copa do Mundo, qualquer recurso que ajude no controle da fadiga muscular e na recuperação mais rápida pode fazer diferença no desempenho e até no retorno ao esporte”, afirma o especialista.

Com seleções inteiras monitorando a condição física de seus principais atletas, a corrida contra o tempo antes da Copa de 2026 reforça um debate que ultrapassa as quatro linhas: a necessidade de equilibrar performance, calendário esportivo e recuperação física em um futebol cada vez mais intenso.


Estudo
Segundo levantamento publicado recentemente em revisão científica sobre futebol profissional, a maioria das lesões ocorre nos membros inferiores, especialmente coxa, joelho e tornozelo, sendo os estiramentos musculares e as entorses ligamentares os problemas mais comuns. O estudo também destaca que a incidência aumenta em períodos de alta intensidade competitiva, como reta final de temporadas e grandes torneios internacionais.
A própria preparação para a Copa pode aumentar os riscos. Especialistas apontam que a ansiedade para chegar em alto rendimento ao Mundial leva muitos atletas a intensificarem cargas de treino sem o devido tempo de recuperação muscular, favorecendo lesões por sobrecarga e fadiga.

 

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