Operação da Polícia Civil apreende mais de 80 mil produtos falsificados da Copa do Mundo 2026 em São Paulo

Uma grande operação contra a pirataria de artigos esportivos realizada nesta quinta-feira (28) pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) resultou na apreensão de mais de 80 mil produtos falsificados relacionados à Copa do Mundo de 2026. A ação aconteceu em regiões centrais da capital paulista e teve como alvo pontos conhecidos pelo intenso comércio popular.

Os agentes concentraram as investigações em áreas como Canindé e República, além de locais tradicionais de vendas informais, como a Avenida Valtier, Rua 24 de Maio e Rua Dom José de Barros. Durante a operação, policiais civis recolheram aproximadamente 85 mil álbuns e figurinhas falsificadas do Mundial, além de cerca de 2 mil camisetas falsas da seleção brasileira.

Segundo a Polícia Civil, cinco pessoas foram presas em flagrante por envolvimento na comercialização dos materiais ilegais. As detenções ocorreram com base na Lei Geral do Esporte, legislação que prevê punições para crimes relacionados à falsificação de produtos esportivos licenciados.

A operação está sendo coordenada por investigadores da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), unidade especializada em combater crimes contra a propriedade intelectual, pirataria e comércio ilegal.

Nos últimos meses, a circulação de figurinhas falsificadas da Copa do Mundo 2026 aumentou significativamente nos centros comerciais de São Paulo. Camelôs e vendedores ambulantes passaram a oferecer os produtos por valores abaixo dos praticados oficialmente pela editora responsável pela coleção, atraindo consumidores em busca de preços mais baixos.

As investigações apontam que o esquema de falsificação envolve diferentes níveis de qualidade. Em alguns pontos, eram comercializadas réplicas consideradas grosseiras, facilmente identificáveis. Em outros locais, os produtos apresentavam acabamento semelhante ao original, dificultando a identificação por parte dos consumidores.

A expansão do comércio ilegal preocupa autoridades e representantes do setor esportivo, principalmente devido ao impacto econômico causado pela pirataria. Além de prejuízos financeiros às empresas detentoras dos direitos comerciais, a prática também alimenta redes criminosas ligadas à produção clandestina e distribuição irregular de mercadorias.

A investigação também reforça suspeitas de que São Paulo tenha se tornado um dos principais centros de distribuição de figurinhas falsas no país. Na última semana, uma carga com cerca de 200 mil cromos falsificados foi interceptada pela polícia em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. As apurações indicam que o material teria saído do território paulista antes de seguir para outros estados brasileiros.

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026 e o aumento da procura por produtos ligados ao torneio, autoridades acreditam que o comércio ilegal possa crescer ainda mais nos próximos meses. A Polícia Civil informou que novas operações deverão ser realizadas para identificar fabricantes, distribuidores e financiadores envolvidos no esquema de falsificação.

O caso também serve de alerta para consumidores, que muitas vezes acabam adquirindo produtos ilegais sem perceber. Especialistas orientam que compras sejam feitas em estabelecimentos autorizados e que os consumidores observem detalhes de acabamento, qualidade de impressão e procedência das mercadorias.

Previous post Cientistas japoneses descobrem vírus gigante com comportamento inédito de replicação
GAZETA SÃO PAULO