Negócios em Movimento: a nova elite dos treinadores corporativos se encontra  em São Paulo

No penúltimo sábado de março, longe dos holofotes tradicionais dos grandes eventos  corporativos, um movimento silencioso — porém altamente estratégico — tomou forma  em um restaurante grego na região da Consolação, a poucos metros da Avenida  Paulista. 

Não se tratava de um encontro casual. 

À mesa, nomes que orbitam o alto escalão do mercado corporativo brasileiro:  representantes de grandes companhias, como executivos ligados à Cyrela, e até  mesmo uma ex-diretora de uma das mais relevantes marcas globais de luxo, a Hugo  Boss. Mas o que realmente chamava atenção não era apenas o calibre dos presentes  — era a dinâmica. 

O formato rompia com o convencional

Em uma espécie de “dança das cadeiras” cuidadosamente orquestrada, palestrantes e  especialistas se revezavam entre as mesas, criando conexões rápidas, porém  profundas. Diferente dos tradicionais encontros de networking, marcados por  interações superficiais, o ambiente ali favorecia trocas densas, conversas direcionadas  e, sobretudo, construção real de relacionamento. 

O resultado foi um ecossistema vivo de negócios B2B sendo formado em tempo real. 

Mais do que apresentações, o que se viu foi posicionamento. Mais do que discursos,  entrega de valor. 

Os nomes por trás do movimento 

A curadoria dos especialistas presentes revela uma tendência clara do mercado:  empresas não buscam mais apenas conhecimento — buscam transformação aplicada. 

Entre os destaques: 

Adriano Silva (ESG) 

Representando uma das agendas mais urgentes do mercado global, Adriano atua na  interseção entre sustentabilidade, governança e estratégia corporativa. Seu trabalho  dialoga diretamente com empresas que precisam alinhar lucro à responsabilidade. 

Renata Almeida (Gestão e Posicionamento de Alto Luxo) 

Em um Brasil onde o mercado premium cresce de forma consistente, Renata se  posiciona como referência na construção de marcas e experiências voltadas ao alto  padrão — um ativo estratégico para empresas que desejam escalar percepção de  valor.

Adinalva Ruggieri (Organização de Empresas e Produtividade) 

Especialista em estruturar operações e aumentar eficiência, Adinalva atua onde muitas  empresas falham: na execução. Seu foco é transformar complexidade em processos  claros e produtivos. 

Gislene Ferreti (Neuropsicologia com foco em DEI e neuroatípicos) 

Em um cenário onde diversidade e inclusão deixam de ser pauta institucional para se  tornarem vantagem competitiva, Gislene traz uma abordagem científica e prática sobre  comportamento, inclusão e performance. 

Fabiana Quezada (Cultura Organizacional e Resolução de Conflitos) 

Empresas não quebram por falta de estratégia — quebram por conflitos mal  resolvidos. Fabiana atua exatamente nesse ponto sensível, promovendo alinhamento  cultural e soluções definitivas para tensões internas. 

Ralph Teixeira (Vendas de Impacto) 

Em mercados cada vez mais saturados, vender deixou de ser técnica e passou a ser  diferenciação. Ralph se destaca por desenvolver abordagens comerciais que  conectam valor, percepção e fechamento. 

Leonardo Silva (Psicologia e Gestão Emocional) 

Alta performance exige inteligência emocional. Leonardo atua no desenvolvimento de  líderes e equipes capazes de sustentar resultados sob pressão. 

Paula Camilo (Gestão das Emoções com expertise em Educação e Empresas) 

Transitanto entre o universo educacional e corporativo, Paula traz uma abordagem  prática para desenvolvimento emocional aplicado à produtividade e à cultura  organizacional. 

Uma tendência que não pode ser ignorada 

O encontro revela um movimento maior: o mercado de palestras e treinamentos está  passando por uma sofisticação acelerada. 

Empresas já não contratam apenas bons comunicadores. Elas buscam especialistas  capazes de gerar impacto mensurável — seja em cultura, vendas, liderança ou  posicionamento. 

E mais: a forma de contratar também está mudando.

Ambientes como esse, onde decisores e especialistas se encontram de forma  estratégica e imersiva, tendem a substituir — ou ao menos complementar — os  modelos tradicionais de prospecção e eventos. 

Para quem observa com atenção, o recado é claro: 

Os próximos grandes contratos corporativos não nascerão apenas em salas de  reunião — mas em ambientes onde conexão, autoridade e entrega se encontram de  forma orgânica. 

E, ao que tudo indica, esse foi apenas um dos primeiros movimentos.

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