Autor de Liderança Exponencial, Silvio Bugelli traz uma abordagem que aproxima ciência, gestão e comportamento humano para discutir um dos grandes desafios de quem lidera: transformar conhecimento em ação.
Neste fim de semana, essa discussão sai das páginas do livro e ganha espaço na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi.
No domingo, 6 de setembro, às 17 horas, Bugelli estará no estande F30 da Trend Editora para uma roda de conversa seguida de sessão de autógrafos de Liderança Exponencial. O tema central será como a neurociência pode ampliar nossa compreensão sobre o potencial humano e ajudar a diminuir a distância entre aquilo que pretendemos fazer e aquilo que efetivamente fazemos.
Existem centenas de livros sobre liderança. Alguns apresentam modelos de gestão; outros contam histórias inspiradoras, descrevem características de grandes líderes ou propõem competências consideradas essenciais para conduzir pessoas e organizações. Diante de uma literatura tão extensa, uma pergunta se torna inevitável: ainda há algo novo a dizer sobre liderança?
Para o administrador, pesquisador e escritor Silvio Bugelli, a resposta está menos na criação de uma nova lista de atributos do líder ideal e mais na compreensão de um problema que acompanha pessoas e organizações diariamente: por que existe tanta distância entre aquilo que sabemos que deveríamos fazer e aquilo que efetivamente fazemos?
É dessa inquietação que nasceu Liderança Exponencial – Ative seu potencial de ação, publicado pela Trend Editora. A obra aproxima dois campos que, durante muito tempo, seguiram trajetórias relativamente independentes: o desenvolvimento de lideranças e os conhecimentos produzidos pelas neurociências.
Grande parte das pessoas sabe que deveria ouvir melhor, regular suas emoções, estabelecer prioridades, desenvolver equipes, tomar decisões difíceis, cuidar dos relacionamentos e transformar planos em execução. Saber, entretanto, não significa necessariamente fazer.
Essa diferença aparentemente simples constitui um dos pontos centrais de Liderança Exponencial. Para Bugelli, desenvolver uma liderança mais efetiva exige compreender também os mecanismos que influenciam a maneira como transformamos intenção em comportamento.
“Podemos acumular conhecimento sobre liderança durante anos e, ainda assim, continuar repetindo determinados comportamentos. O desafio não é apenas saber mais. É ampliar nossa capacidade de transformar aquilo que sabemos em ação”, afirma o autor, que também atua como tutor em curso especialização em neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Ao longo de seus estudos na área e de décadas dedicadas ao desenvolvimento de lideranças e organizações, Bugelli passou a aproximar esses dois universos. De um lado, sua experiência com empresas, executivos e equipes; de outro, conhecimentos sobre funcionamento cerebral, comportamento, aprendizagem, tomada de decisão e formação de hábitos.
O resultado dessa integração é uma abordagem na qual a liderança deixa de ser tratada apenas como um conjunto de características desejáveis e passa a ser compreendida também a partir da capacidade humana de perceber, escolher e agir com intencionalidade.
Há outro aspecto que o autor considera determinante. Livros de liderança frequentemente cumprem muito bem duas funções: inspirar e provocar. Fazem o leitor refletir sobre suas atitudes e imaginar novas possibilidades para sua atuação. Liderança Exponencial procura acrescentar uma terceira dimensão: o caminho para a ação.
“Meu desafio ao escrever foi fazer com que o leitor não terminasse um capítulo apenas pensando: isso faz sentido. Queria que ele pudesse agir: agora sei como eu transformo isso em comportamento”, explica Bugelli.
Essa preocupação ajuda a explicar o subtítulo da obra: Ative seu potencial de ação. Não se trata, portanto, apenas de desenvolver potencial, mas de mobilizá-lo.
A própria apresentação editorial da obra resume essa proposta em um movimento: transformar ciência em consciência, intenção em ação e resultados em legado. O livro estrutura ainda a liderança a partir da integração de três dimensões: capital econômico, capital intelectual e capital relacional.
Organizações precisam produzir resultados econômicos e, ao mesmo tempo, desenvolver conhecimento, competências e capacidade de inovação. Mas esses capitais dificilmente se sustentam no longo prazo sem um terceiro elemento: a qualidade das relações construídas internamente, entre líderes e equipes, e externamente, com clientes e demais públicos.
Nesse sentido, confiança, empatia e vínculos deixam de ser vistos apenas como aspectos comportamentais e passam a integrar a própria capacidade de uma organização produzir resultados sustentáveis.
Essa perspectiva conduz a uma das definições apresentadas na obra: liderança exponencial é a capacidade de alcançar resultados incomuns com pessoas comuns. O autor questiona a crença de que resultados extraordinários dependam necessariamente de indivíduos geniais. Pessoas carregam capacidades que nem sempre conseguem mobilizar plenamente. Cabe à liderança criar condições para que esse potencial seja revelado e transformado em ação.
Isso desloca também o papel do líder. Em vez da figura de alguém que possui todas as respostas, surge uma liderança capaz de criar ambientes nos quais outras pessoas possam ampliar sua autonomia, aprender, colaborar, estabelecer relações de confiança e assumir responsabilidade pelos resultados.
A questão deixa de ser somente “como posso me tornar um líder melhor?” e passa também a ser “o que acontece com as pessoas quando são lideradas por mim?”. É uma mudança aparentemente pequena na pergunta, mas profunda em suas consequências.
A neurociência ajuda a compreender mecanismos do comportamento humano. A experiência organizacional revela como eles se manifestam diante de metas, conflitos, pressões, relacionamentos, escolhas e decisões. No encontro entre essas áreas do conhecimento surge uma pergunta essencial para qualquer pessoa que exerça influência sobre outras: se conhecemos cada vez mais sobre o comportamento humano, como podemos utilizar esse conhecimento para liderar melhor?
Quanto mais complexos se tornam os desafios da gestão, mais importante se torna compreender aquilo que permanece profundamente humano: nossa capacidade de aprender, relacionar, confiar, decidir, criar significado e agir.
A ciência amplia nossa compreensão sobre como funcionamos; a consciência nos permite escolher o que fazer com esse conhecimento. E a liderança se revela quando essa escolha se transforma em ação.

Serviço:
- Silvio Bugelli na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
- Liderança Exponencial – Ative seu potencial de ação – Trend Editora
- Roda de conversa e sessão de autógrafos
- Domingo, 6 de setembro de 2026, às 17h
- Trend Editora — Estande F30
- Distrito Anhembi — São Paulo