Aos 51 anos, professora que dança desde os 5 conquista 1 milhão de visualizações e inspira público 40+

Magali Munhoz encontrou na dança uma forma de atravessar gerações, vencer desafios e mostrar que nunca é tarde para começar uma nova fase da vida

Aos 51 anos, Magali Munhoz continua dançando com a mesma paixão que a acompanha desde os 5 anos de idade. A diferença é que, hoje, além de dançar, ela também inspira outras pessoas a perderem a vergonha, movimentarem o corpo e descobrirem na dança uma nova forma de viver.

Professora de ritmos há 15 anos, Magali mantém sua ligação com o ballet desde a infância e atualmente também participa das aulas de Ballet 40+ no Estúdio Raça e Jazz Dance com Renan Banov.  Sua trajetória ganhou recentemente uma repercussão inesperada nas redes sociais: um vídeo publicado no Instagram ultrapassou 1 milhão de visualizações.

O vídeo, porém, não foi gravado em um palco, em um espetáculo ou durante uma aula.

Magali aparece dançando de maneira descontraída em uma festa no Arena Mix, ao som de conhecidos pelos brasileiros como, “Melô da Lagartixa”, do rapper americano Chubb Rock. Sem produção elaborada ou preocupação em fazer uma performance perfeita, ela simplesmente dançou.

E foi justamente essa espontaneidade que conquistou o público.

A repercussão trouxe comentários, compartilhamentos e, principalmente, uma onda de nostalgia entre pessoas que se identificaram com a música e com a maneira leve de Magali se entregar à dança.

“Fiquei muito feliz com a repercussão positiva. O que mais me chamou a atenção foi perceber como as pessoas se conectaram com a nostalgia. A música trouxe lembranças e a dança acabou despertando emoções”, conta Magali.

Uma vida dedicada à dança

A história de Magali com a dança começou ainda na infância. Aos 5 anos, ela iniciou no ballet e nunca deixou completamente essa relação de lado. Décadas depois, continua praticando e fazendo aulas de Ballet 40+ no Estúdio Raça e Jazz Dance com Renan Banov.

Há 15 anos, transformou também sua paixão em profissão e passou a ministrar aulas de ritmos.

Ao longo dessa trajetória, criou uma identificação especial com as músicas e danças que marcaram as décadas de 70, 80 e 90. O trabalho com os chamados passinhos flashback tornou-se uma de suas marcas e deu origem ao projeto Flashback Stars.

Mais do que ensinar coreografias, Magali procura criar um ambiente no qual seus alunos possam se divertir, socializar e recuperar a confiança.

Persistir também faz parte da dança

Como acontece em muitas carreiras, nem tudo foi fácil.

Magali admite que já pensou em desistir. A concorrência desleal e situações de falsidade no meio profissional fizeram com que, em alguns momentos, ela questionasse se deveria continuar.

Mas encontrou nos próprios alunos a razão para permanecer.

“Meus alunos me fazem continuar”, resume.

É uma frase curta, mas que representa uma parte importante de sua trajetória. Para Magali, a sala de aula não é apenas um espaço onde ela ensina passos. É também onde recebe diariamente o retorno de pessoas que encontram na dança uma oportunidade de se divertir, fazer amizades, recuperar a autoestima e se sentir vivas novamente.

Dança depois dos 40

É justamente para esse público que Magali direciona grande parte de sua mensagem.

Sua proposta é simples: não esperar a idade passar para começar a cuidar de si, se divertir e fazer algo que dê prazer.

“Entre em uma aula de dança 40+ e tenha uma nova vida”, afirma.

A ideia também quebra um estereótipo ainda comum: o de que a dança pertence apenas aos jovens ou a quem começou a praticar desde criança.

Para Magali, o contrário é verdadeiro. A maturidade pode trazer mais liberdade para dançar sem se preocupar tanto com julgamentos.

 

Reconhecimento

A trajetória de Magali também já recebeu reconhecimento institucional. Ela foi premiada na Câmara Municipal de São Paulo nas categorias de Mulher Inspiração e Professora de Passinhos Flashback.

Hoje, o vídeo que alcançou 1 milhão de visualizações representa mais um capítulo dessa história.

Mas, para ela, o número não é o mais importante.

O que realmente importa é perceber que uma dança espontânea em uma festa pode fazer milhares de pessoas sorrirem, lembrarem de uma época especial e, quem sabe, se sentirem motivadas a voltar a dançar.

Aos 51 anos, Magali continua seguindo o mesmo caminho iniciado aos 5.

Dançando.

Ensinando.

E mostrando, na prática, que idade não precisa ser um limite para começar uma nova história.

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“Ela dança desde os 5 anos e, aos 51, viralizou: professora de ritmos conquista 1 milhão de visualizações com dança espontânea

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