PL amplia bancada com filiação de parlamentares evangélicos de olho nas eleições e na presidência da Alesp

O Partido Liberal (PL) oficializou nesta segunda-feira (16) a filiação de deputados evangélicos que estavam vinculados ao Partido Social Democrático (PSD), legenda presidida por Gilberto Kassab. A movimentação política faz parte da estratégia da sigla para fortalecer sua chapa de candidatos nas eleições e ampliar sua influência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Entre os novos filiados estão o deputado federal Cezinha de Madureira e o deputado estadual Oséias de Madureira. Ambos são pastores ligados à Assembleia de Deus Ministério de Madureira e devem disputar a reeleição nas próximas eleições.

Atualmente, Oséias ocupa a liderança do PSD na Alesp. De acordo com relatos do próprio parlamentar a interlocutores, sua saída da legenda comandada por Kassab ocorreu de forma amigável, sem rupturas políticas relevantes.

Além da dupla, o PL também anunciou a filiação de outros dois pastores da mesma igreja: Rogério Martins e Elias Amaral. Os dois são do interior de São Paulo e devem disputar vagas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa estadual, respectivamente.

A legenda ainda confirmou a chegada de outros nomes conhecidos da política paulista. Entre eles está o deputado estadual Marcelo Aguiar, cantor gospel que anteriormente integrava o Podemos, e o deputado federal Vinícius Carvalho, que deixou o Republicanos para ingressar na nova sigla.

Disputa pelo comando da Alesp

Nos bastidores, a filiação de Oséias de Madureira também está relacionada à disputa pela sucessão na presidência da Assembleia Legislativa paulista. O atual presidente da Casa, André do Prado, não poderá permanecer no cargo em um eventual terceiro mandato consecutivo caso seja reeleito deputado.

Durante o atual mandato, os parlamentares aprovaram uma Proposta de Emenda à Constituição estadual que permitiu a reeleição para a presidência da Assembleia dentro da mesma legislatura — o que ocorreu em março de 2025. Entretanto, a legislação impede uma terceira recondução consecutiva ao cargo.

Com a proximidade do novo ciclo político, o PL busca consolidar sua posição como a maior bancada da Alesp após as eleições. Caso consiga manter esse status, o partido pretende reivindicar o direito de continuar comandando o Legislativo paulista.

Outro argumento que deve ser utilizado pela legenda nas negociações políticas é o fato de o partido não ocupar a vice-governadoria na gestão estadual. A tendência é que o atual vice-governador, Felício Ramuth, filiado ao PSD, permaneça como vice na chapa do governador Tarcísio de Freitas em uma eventual disputa pela reeleição.

Nesse cenário, aliados já passaram a mencionar o nome de Oséias de Madureira como possível candidato à presidência da Alesp, caso o parlamentar garanta um novo mandato. Outro nome citado nos bastidores é o deputado Alex Madureira, atual líder do PL na Assembleia.

Também aparece entre os possíveis postulantes o deputado Gilmaci Santos, do Republicanos, que atualmente exerce a função de líder do governo na Casa.

A reorganização partidária evidencia a movimentação estratégica das siglas com vistas às eleições e à futura configuração de forças no Legislativo paulista, onde a disputa por espaço político e pelo comando da Assembleia promete ganhar intensidade nos próximos meses.

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