Cinebiografia estreia em 1º de dezembro de 2026 e revisita diferentes capítulos da vida do empresário, jornalista, atleta e criador da Focus 23. Produção iniciada em 2021 atravessou o próprio acidente de seu protagonista e utiliza tecnologia para promover um reencontro simbólico com seu pai.
Existem histórias construídas a partir das vitórias. Outras só podem ser compreendidas quando também se conhece aquilo que aconteceu antes delas.
É desse segundo grupo que nasce “Ainda em Pé — Uma História Improvável”, cinebiografia de Jaime Marcelo, com estreia prevista para 1º de dezembro de 2026.
O filme percorre diferentes períodos da trajetória do empresário, jornalista, apresentador, escritor, palestrante e atleta, mas evita apresentar a vida de seu protagonista como uma sucessão linear de conquistas.
Pelo contrário: são justamente as interrupções, perdas, fracassos, mudanças de rota e recomeços que formam a espinha dorsal da narrativa.
OLHO
“Ainda em Pé” não pretende contar a história de alguém que nunca caiu. A proposta é mostrar quantas vezes uma pessoa pode precisar reconstruir a própria vida para continuar escrevendo sua história.
O homem antes da personagem pública
A produção retorna a momentos decisivos da vida de Jaime Marcelo.
Um deles acontece em 2016, quando ele retorna ao Brasil depois do encerramento de sua trajetória como lutador profissional.
O que poderia representar simplesmente o começo de uma nova etapa tornou-se um período de profundas transformações pessoais.
A cinebiografia aborda momentos de isolamento, sedentarismo e depressão, além do processo de retomada que aconteceria nos anos seguintes.
O esporte voltaria a ocupar um papel importante nessa reconstrução, mas não seria o único.
Comunicação, empreendedorismo e novos projetos passaram a fazer parte de uma vida profissional que se reinventava enquanto Jaime também tentava reorganizar sua própria história.
Nesse processo surgiu a Focus 23, projeto que posteriormente se transformaria em um ecossistema ligado à comunicação, esporte, desenvolvimento humano e produção de conteúdo.
Dessa estrutura nasceram iniciativas como Focus 23 Coragem, Focus 23 Superação, Focus 23 em Ação, Focus 23 Conceito e Café com Jaime, entre outros projetos.
Quando o filme passou a fazer parte da própria história
As primeiras etapas de produção de “Ainda em Pé” começaram em 2021.
O que ninguém poderia prever era que, enquanto uma história sobre superação estava sendo produzida, seu próprio protagonista enfrentaria mais um capítulo capaz de modificar o roteiro.
Naquele ano, Jaime sofreu um grave acidente. Foram semanas de internação, seguidas por um longo período de recuperação.
A produção precisou atravessar interrupções, mudanças e adiamentos. E o filme que inicialmente olhava para o passado passou também a registrar acontecimentos do presente.
A realidade interferia no roteiro.
O processo de recuperação, as limitações, as perdas vividas naquele período e a necessidade de reconstrução acrescentaram uma nova dimensão à obra.
De certa forma, “Ainda em Pé” também precisou permanecer em pé.
O reencontro que a tecnologia tornou possível
Entre os momentos mais pessoais da cinebiografia está a relação de Jaime com seu pai.
Já falecido, ele retorna simbolicamente à narrativa por meio de um trabalho de reconstrução digital, desenvolvido para resgatar sua presença e conectar diferentes períodos da história.
Mais do que um recurso tecnológico, a sequência foi concebida como elemento emocional da produção.
A memória paterna aparece ligada a ensinamentos que atravessaram décadas e permaneceram presentes mesmo depois de sua ausência.
Entre eles, frases que Jaime ouviu do pai e carregou ao longo da vida, como “O saber não ocupa espaço” e “Quem tem Deus no coração não tem medo de assombração.”
Ao recriar essa presença, a tecnologia deixa de ser protagonista. O centro da cena passa a ser algo essencialmente humano: a possibilidade simbólica de reencontrar alguém que ajudou a construir quem você se tornou.
É também nesse momento que “Ainda em Pé” amplia sua narrativa. O filme deixa de falar apenas sobre sucesso, esporte ou carreira e passa a abordar memória, família, ausência, legado e pertencimento.
O que existe antes da vitória
A mesma trajetória deu origem ao conceito de “Antes da Vitória — Do Outro Lado da Dor”, projeto estruturado em 12 episódios.
A ideia parte de uma constatação simples: normalmente conhecemos as pessoas quando elas já chegaram a algum lugar.
Vemos o empresário depois da empresa. O atleta depois da conquista. O comunicador diante das câmeras. O palestrante sobre o palco.
Raramente vemos tudo aquilo que aconteceu antes.
As noites difíceis, as perdas, as decisões erradas, os problemas financeiros, as portas fechadas, os conflitos, o luto e os momentos em que continuar parece não fazer sentido.
“Ainda em Pé” procura justamente entrar nesse território.
Ao revisitar sua trajetória, Jaime expõe também erros, contradições, fragilidades e decisões que mudaram os rumos de sua vida.
Não existe, portanto, a tentativa de construir um personagem invulnerável.
A vulnerabilidade faz parte da história.
“Desistir não é opção”
Uma frase atravessa diferentes projetos desenvolvidos por Jaime Marcelo e também funciona como síntese da cinebiografia:
“Desistir não é opção.”
A expressão tornou-se uma assinatura de suas palestras e conteúdos, mas no filme ganha outra dimensão ao ser colocada diante dos acontecimentos que marcaram sua trajetória.
Persistir, nesse contexto, não significa vencer todos os dias.
Em alguns momentos, significa apenas conseguir chegar ao próximo.
Outro conceito presente na produção ajuda a completar essa mensagem:
“Seja o regente de sua própria história.”
Ser o regente, porém, não significa controlar tudo.
Existem perdas que não podem ser revertidas. Pessoas que não voltarão. Decisões que não podem ser apagadas e acontecimentos capazes de mudar definitivamente o caminho que imaginávamos seguir.
O que permanece possível é decidir o que fazer com a próxima página.
Ainda em pé
Depois de anos de produção, interrupções e reconstruções, o lançamento de “Ainda em Pé — Uma História Improvável” representa também o fechamento de um ciclo.
O título não celebra a ausência de quedas.
Celebra a permanência depois delas.
E talvez esteja justamente aí a principal intenção da cinebiografia: fazer com que a história particular de seu protagonista encontre histórias semelhantes do outro lado da tela.
Pessoas que perderam alguém.
Que precisaram começar novamente.
Que viram seus planos desmoronarem.
Que enfrentaram momentos em que o futuro parecia pequeno demais diante do tamanho da dor.
Em 1º de dezembro de 2026, quando “Ainda em Pé” chegar aos cinemas, Jaime Marcelo pretende colocar diante do público não apenas aquilo que conquistou, mas também aquilo que precisou atravessar para chegar até aqui.
Porque algumas histórias não são extraordinárias pelo número de vezes em que alguém venceu.
São extraordinárias pelo número de vezes em que poderia ter desistido — e continuou.